The Pretender

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A História de Orfeu

Orfeu, filho de Apolo, deus do Olimpo, e de Calíope, uma das nove musas da mitologia grega. Apaixonado pelos mais intensos sentimentos, traduzia cada pedaço da tua vida em poesia e nas mais belas canções. Pudera essas canções alcançar as profundezas da alma, fazer com que as mais belas sereias se calem e com que até mesmo o mais surdo dos surdos se dispusesse a chorar, ao sentir o agudo arpejo de sua Lira pulsar de encontro ao coração.

Pois foi este dom que fez de Orfeu um aventureiro, à sair por aí e acalmar o mundo com suas composições, à deixar registrado em tão bela obra, aquilo que qualquer um podia ver, mas somente ele podia enxergar, e, através de sua obra, traduzir em verso e refrão, tudo aquilo de mais intraduzível que pudesse existir. E com isso, conquistava mulheres, quaisquer que fossem, de todos os tipos, em todo lugar… Mas não se contentava. Orfeu foi se apaixonar justo por ela, Eurídice, a ninfa mais bela, aquela tão bela quanto suas canções, tão bela quanto o ressoar daquilo que ainda continha em seu coração.

Foi aí que se apaixonaram, que se deram um ao outro e dispuseram-se a viver a mais intensa das paixões, mergulhado em um amor tão grande, que quase nem Orfeu pudera compreender. E assim viveram, necessitando apenas um do outro, como um casal apaixonado que não se preocupa com o amanhã,  mesmo com a incerteza do agora, com a certeza do amor, mesmo que isso um dia vire dor. Pois mesmo que doa, poderiam se encontrar, se curar… e se amar, até o fim.

No entanto, não foi bem o que aconteceu. Eis que num belo dia, como qualquer outro dia, um moço se aproximou de Eurídice e a desejou. A quis como até mesmo Orfeu queria, mas não sentia nem meio terço daquilo que Orfeu sentia. E por não pode-la ter, decidiu á tirar dos braços de Orfeu, custasse o que custar. Até que esse dia chegou, e sem mais nem menos, deu um fim à vida de Eurídice.

Ao homem nada mais restou, afinal até mesmo os Deuses encantavam-se com as canções de Orfeu, e estavam estes, ao lado dele. Mas ele já não tocava mais como antes. Agora, toda a alegria e calmaria transformaram-se em tristeza, e até mesmo a mais bela melodia, ressoava com um ar gélido de escuridão, a escuridão do submundo, que é onde a amada se encontrava, perdida em meio aos castigos e tormentas dos enviados de Hades, longe de seu amor, longe de sua vida, perdida na mais repleta loucura, em que também ele se encontrava. Os dois se perdiam em sentimentos ruins, e ainda que em sincronia, não podiam se comunicar. Foi aí então, no ponto mais alto da dor, no buraco mais fundo da ferida, da perda, que Orfeu deixou de hesitar, e foi então, em busca de sua amada.

Pelo mais puro amor, entrou à dentro o submundo, e tocou para as bestas dormirem. Enfrentou tudo que jamais nem o mais valente cavaleiro tivera enfrentado - e vencido -, foi somente com sua Lira e todo o amor no coração. E assim fez até mesmo Hades chorar lágrimas de ferro que jamais seriam vistas novamente, e assim conseguiu permissão pra ir à busca de sua amada para leva-la de volta ao seu mundo, ao mundo ao qual eles, apenas juntos, poderiam pertencer.

Porém, uma única condição foi disposta: durante todo o caminho até a saída do submundo, em momento algum Orfeu poderia olhar para ela

Pois bem, seguiram caminho pelo rio enquanto ele tocava sua Lira calmamente… Até que, em um momento de distração, prestes à saírem de lá… Eurídice chama por Orfeu, e ele, sem controlar seus instintos que o levavam à seguir aquela que era a mais bela das vozes, olhou para sua amada, e ela simplesmente voltou à sua forma espectral e… se foi.

E por mais uma vez Orfeu enxergou-se distante de sua amada e de tudo aquilo que quisera ter para si e tudo aquilo que necessitava.

Quisera ser o ar, pra viajar por aí e ao menos ter a chance de um dia te encontrar, tocar teus pulmões e pulsar em tuas veias… Mas ela já não vivia mais. Restava à ele cantar, e compor, e ensinar aos outros sobre o amor e o amar, sobre o fazer qualquer coisa por alguém, sobre tudo aquilo que ele queria poder viver, mas que sem ela, não faria sentido… E foi aí, que, indignadas pela situação de Orfeu, e tomadas pela inveja, que as Mênades (mulheres que por ali viviam e presenciaram toda a história) decidiram mata-lo. E assim o fizeram.

Esquartejaram Orfeu e jogaram seu corpo num rio… Mas, para seu espanto, ainda morto, puderam ouvir sua voz insistentemente clamar por Eurídice.

Porém foi aí, com sua morte, que ele pode finalmente encontrar sua amada, e ao seu lado viver.

As Mênades? De pouco importa seu “triste” destino nas mãos dos deuses do Olimpo. O que importa é que enfim, Orfeu e Eurídice Puderam se encontrar, puderam viver seu amor sem limites, sem clausuras e sem interrupções… Pois mesmo lá, no lugar onde ninguém jamais quisera estar, puderam eles viver um com o outro. E isso bastava nesse amor que nem mesmo o tempo e nem a morte puderam derrubar, pois só mesmo lá, Orfeu pudera tocar, e cantar, e declamar tudo aquilo de mais belo que podia sentir, e nem mesmo a escuridão do submundo pudera fazer a estrela desse amor deixar de brilhar, jamais.

  • 2 days ago
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Não sei.

Estou perdido, não sei pra onde ir, não sei pra onde caminhar no meio dessa escuridão, desse aglomerado de sentimentos, de tudo que me falta e que me tem, de todas as dúvidas e também de todas as certezas. Ao mesmo tempo que uma raiva toma conta do meu peito em meio à tristeza de não ver teu sorriso. Pudera eu vê-lo outra vez e ser a tua causa? Não sei.

Tenho escrito demais, e se escrevo demais, é que as coisas não vão bem. Escrever aqui é escrever pra limpar a alma, é como um banho no escuro que leva embora toda dor… mas que não leva mais. Oh, Deus, que é que eu faço? Não to seguindo meu coração e to me perdendo nesse caminho. To errando, mas não só eu. Ambos erramos, ninguém é perfeito. Mas e agora? Como é que a gente concerta tudo isso? Será que mais tarde a gente vai poder se encontrar? Não sei. Não sei. Não sei o que sinto, não sei o que se passa em minha cabeça… é esse “Não saber” que tanto me angustia, me abate Que me faz querer desistir de tudo…MAS NÃO POSSO. 

Nenhum de nós pode.

ps: me ajuda a me encontrar e te encontrar também?

  • 1 week ago
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Viagem que eu não sei pra onde vai.

E à cada vez que tomo o ar, é como se parte de mim faltasse aqui. É como se no pulsar de meu coração, meu peito pudesse sentir aquele vazio que está aqui dentro, agora. Vazio que eu sinto e não digo, que chora mas não lacrimeja. O vazio que tu deixas sem nem saber que um dia ocupará. O vazio que ecoa o silêncio em ré menor, como um dia viscondeso já houvera de ressoar. Um vazio que me faz pensar, pensar, por não saber se devo sentir. Mas devo.

A percepção humana é algo incrível, inacreditável, comovente. Faz de nós, cada qual, único. E faz de si, por si só, um nada. E é no dualismo entre tudo e nada que se encontram coisas incomuns, mas que aguçam os sentidos, sobretudo o olfato e o tato, conduzidos pelos olhos ao encontro do que me falta. E que tanto falta se está aqui? É que hora ou outra, parece que é só mais uma história à se repetir. Mas não puderá de ser, não pode. Eu não deixo. 

Dizem que o romance está em apuros, pois se está, que não venham me salvar. Que se for pra cair ou pra subir, que o seja belo e que o seja junto. Mas a falta que tu me faz mesmo estando aqui, sem saber, é grande demais pra simplesmente esquecer.

Mas que seja uma fase, que seja um período. Que pra esses momentos o “parece que não, mas eu sei que vai passar” também sirva, e não apenas um consolo pra uma história que chega ao fim. Que sejamos nós dois no final. 

Pois bem… por que é que tanto escrevo sobre ti de tempos pra cá? Me perco em viagens intergaláticas de minha mente como me perco em você… e isso me assusta. 

Pois que chegue, pois isso é tudo, pois que eu negue tudo e todos. 

Até mais ver.

  • 1 week ago
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Amanheceu Confessionário

A semana mal começou, e quisera eu que tivesse acabado. Mas que não acabes como ontem, não, por favor. Que acabes como um dia qualquer, como um domingo, ao fim de tarde, comigo e contigo e umas boas companhias à nossa volta. Um violão, um pôr do dol, um belo céu, e o tempo se acabando. Mas fica em sonho o que haveria de ser, por agora não ser tão real quanto parecia. Afinal, que é mesmo que eu vivo?

Aqui eu guardo cada dúvida, cada lampejo da minha mais pura alma. Questiono, indago… mas nem sempre trago as respostas… se é que elas chegam. É complicado. Vira e mexe, a gente se pergunta uma coisa ou outra só por se perguntar mesmo, mas sinto que agora não é bem assim. Me sinto distante num mundo ao qual eu não pertenço. Sinto não estar seguindo meu coração, e que vou me arrepender. Mas, meu Deus, se tu postes isto em minha frente, por que seria se nao para que eu fosse em frente? Não sei. Talvez possa ser pra me testar, saber se estou disposto à qualquer coisa em troca de um papel. Mas não, não estou. É estranho, contraditório, aparentemente ilógico, mas, é o que há de ser.

Mas, e, e você? E você que tanto me confunde, que tanto me faz parecer um completo idiota aqui, tão longe? Por que é que fazes isso comigo? Não faça. Tu sabes que cada mísera diferença em teu semblante, eu, e somente eu, vou saber percebe-la. Tu sabes que de mim, nada podes esconder, então pra que tenta? Pra que olhar em meus olhos e dizer que decepciona as pessoas? Se não quiser decepcionar, não o faça. A vida é assim que é. Muitas vezes nos colocamos à prova, e temos de provar pra nós mesmos que podemos nos superar.

Então, que assim seja. E eu? Eu sigo na esperança de que tu será a última à morrer, e de que o destino que nos trouxe até aqui, é o mesmo que nos guarda pelo futuro, amor. 

  • 2 weeks ago
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Dorme bem, tá? E sonha comigo.

Eu olho pra ti, eu te vejo dormir. E mesmo de olhos fechados posso ver cada pedaço da tua alma aí, escancarada. Mas apenas eu à posso enxergar. Sabe-se lá pra onde ela iria se pudesse tocar todo o horizonte. Sabe-se lá se esse “todo o horizonte” não somos nós dois.

São dúvidas que nos ficam subentendidas e mascaradas por de trás de um amor que ainda há que crescer. Que se contém por um medo que está em teus olhos, mas não na tua boca. Mas que eu posso entender por esses caminhos já ter andado. E é por isso que estou aqui. Te dou a minha mão como um guia, e te levo comigo pra que juntos a gente encontre a nossa saída.

Aonde isso vai nos levar? Eu não sei. Mas à cada vez que te olho se passam coisas em minha cabeça que me confundem, que eu não sei explicar.

Eu não sei se isso vou deixar que tu leias. É diferente, é complicado. Aqui sempre escrevo sem a pretensão que alguém possa vir a me ouvir. Mas com você do outro lado, a história pode mudar…. ou não. Vai ver tu sempre esteve aqui, a gente só não enxergava mesmo. Mas de tudo isso, pouco importa.

O que realmente importa é que espero ansioso o abraço teu, junto de tudo que possas trazer consigo. Espero ansioso pro dia em que eu só te ligue, só te diga “to indo embora, e não vou mais ter de voltar”. Pra aí já não mais ter de ir me despedir lá naquele mesmo portão.

  • 1 month ago
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Esperança

Boa noite, meu caro! Hoje é mais um daqueles dias que aqui te falo, mesmo que não possas me escutar, pois sabes que, ainda que fale à mim mesmo, o simples fato de falar e transparecer aquilo que está em meu peito, há que proporcionar um momento de catarse capaz de renovar uma alma.

Pois bem, heis-me aqui exteriorizando meu interior em palavras que ora não fazem o menor sentido, mas que pra mim, fazem, sim. Afinal, o que mais vale é o que penso ao dizer, e não se entende o que digo. A compreensão não está em um ou outro, mas numa relação. Mas não é isso que importa.

O que importa, agora, é dizer que à cada dia, me sinto mais perto e mais longe de casa. Afogado em dúvidas e em questões que não sei responder, sigo à nadar pra uma direção que eu não sei qual é, e que tem horas que me despertam mais e mais dúvidas. Mas será que é isso mesmo? Será que o futuro tá guardado pra isso? Será que foi bom? rs. Eu não sei. Mas sinto que parte de tudo isso está preso à aquilo que já está dentro de mim, daquilo que eu já sei a resposta, mas não consigo encaixa-lá à pergunta. E fica essa duvida, inquietante. Massiva. Que me corrompe, corrói, e que eu espero  que não me destrua.

Mas que seja, o amor segue no ar, e seguirei em frente, na esperança de que no final, ainda nos restarão motivos pra sorrir.

  • 1 month ago
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Eu sinto como se tivesse longe de casa. É assim que eu me sinto, no dia-a-dia. Como se quando eu tivesse nascido, eu não tivesse nascido aonde fosse meu lugar, e umas das minhas missões de vida seria encontrar de onde eu sou. Encontrar meu lugar. E mais do que isso, ir pra esse lugar, sabendo respeitar de onde sou.
E às vezes me pego olhando pro céu. Pra esse céu aí, e pensando nisso. Nessa volta pra casa, nesse encontro comigo mesmo. Como vai ser? Será que eu vou conseguir? Será que eu vou me decepcionar? Não sei nem a metade das perguntas que vem à minha cabeça, quem dera saber as respostas. Mas eu vou. Eu vou pra lá me encontrar, vou pra lá encontrar com cada pedacinho que falta de mim, cada pedacinho que falta da minha alma e da minha história. E assim eu sei que vou ser feliz. E aí… lá no final… quando tudo acabar e já não me fizer mais falta o ar, eu vou ter juntado todo o brilho que minha alma precisa, pra daí em diante quem olhar pro céu me ver brilhando lá em cima, na imensidão, nesse infinito pro qual eu não canso de olhar.
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Eu sinto como se tivesse longe de casa. É assim que eu me sinto, no dia-a-dia. Como se quando eu tivesse nascido, eu não tivesse nascido aonde fosse meu lugar, e umas das minhas missões de vida seria encontrar de onde eu sou. Encontrar meu lugar. E mais do que isso, ir pra esse lugar, sabendo respeitar de onde sou.

E às vezes me pego olhando pro céu. Pra esse céu aí, e pensando nisso. Nessa volta pra casa, nesse encontro comigo mesmo. Como vai ser? Será que eu vou conseguir? Será que eu vou me decepcionar? Não sei nem a metade das perguntas que vem à minha cabeça, quem dera saber as respostas. Mas eu vou. Eu vou pra lá me encontrar, vou pra lá encontrar com cada pedacinho que falta de mim, cada pedacinho que falta da minha alma e da minha história. E assim eu sei que vou ser feliz. E aí… lá no final… quando tudo acabar e já não me fizer mais falta o ar, eu vou ter juntado todo o brilho que minha alma precisa, pra daí em diante quem olhar pro céu me ver brilhando lá em cima, na imensidão, nesse infinito pro qual eu não canso de olhar.

  • 2 months ago
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Você não sabe como é.

Eu não sei porque vou escrever e nem sei se tem como terminar. Aliás, é, eu sei… é que não tem outra opção…

É uma saudade, uma necessidade,  um eu fora de mim que não cabe no meu peito por saber que esse não é o seu lugar. Uma sensação constante e inacabada de ser como um passarinho fora do ninho que ainda não tem asas pra voltar pra tua casa. E dói olhar pro horizonte e não ver nada nem ninguém… tudo se esvai na imensidão de um grande vazio em que estou.

Ora… pois que seja drama pra poder esquecer.  Quisera eu que fosse pra não mais ter de pensar. O fato é que meu olfato me aguça pra ir até você. Faz bater forte o coração de um jeito que já não batia mais. Mas que um ou outro laço de amizade que nos entrelaçam me impedem de te encontrar, dar as mãos e seguir o caminho.

É triste. É uma dor que arpeja no peito e nos faz cair. É a soma de tantas coisas que não nos fazem pensar em desistir, mas não nos deixam ter forças pra seguir. É complicado. É inóxpido, aparente inofensivo. Mas te almeja com um golpe que vem de dentro do peito e faz com que teus olhos transbordem em lágrimas que, horas essas, insistem em  não cair. Como se opusessem-se à seu destino natural. Como se até mesmo algo tão simples pudesse ser mais forte que eu. Como se toda minha força concentrasse-se numa dor  que me dói como nunca doeu. Numa calma que só vem com você aqui. Mas num destino traiçoeiro que, talvez, não te guarde mais o mesmo motivo pra sorrir.

  • 2 months ago
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Walk

À cada dia, no nosso caminho, na trilha que a gente mesmo faz ao longo da voda, deixamos pra trás marcas daquilo que fomos, mas que já passou e nos trouxe onde estamos. Mas, na nossa frente, o caminho ainda não está trilhado, e as portas estão lá, tantas vezes distantes, mas não tão distantes que não possamos alcançá-las. No máximo, hora ou outra, não podemos ve-las, mas elas estão lá, guardadas, por trás de cada muralha, de cada desafio. E de repente me enxergo assim.

No fim de uma etapa, a gente se sente livre, se sente bem. Sente que pode, enfim, superar uma barreira nessa caminhada que a gente chama de vida. Mas aí, um pouco depois, a gente para de comemorar e olhar pro céu, e olha pra frente. E é aqui que vê o próximo desafio à encarar. E, sabe oque é engraçado? Eu, mais do que nunca, vou enfrentar meus desafios, com toda minha força. Com a certeza que no passado dei o melhor de mim, e cheguei aqui. Mas que agora, o “melhor de mim”, pode ser muito mais.

  • 3 months ago
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É complicado, difícil de explicar. Me sinto em meio à um mundo de corações vazios, dos quais o mais vazio, é o meu. É uma falta que machuca, que faz as atitudes, a vida, não ter muito sentido. É como se “a vida não passasse de um roteiro sem ‘você’ pra dirigir”, mas que mesmo assim, segue desgovernada pela estrada do tempo. Sem rumo, sem destino… estagnada. Esperando, um dia, quiçá, poder chegar em algum lugar que não seja este.
E nesse emaranhado de pausas, vem uma voz lá no fundo que nos diz o que é amar, mas o amor já não se encontra por aqui. Parece ter se perdido, lá no fundo, num passado que insisti em não se tornar presente, e aí eu me pergunto: será que há de um dia voltar? Eu já não sei mais. Assim como já não sei tantas coisas, que, talvez até um dia tenha escrito, mas que não pairam mais no meu peito.
Pois é aí que a gente estabelece meia dúzia de metas e faz parecer que sabe o que quer da vida, como assim esperam de nós. Mas, na verdade, ainda é só uma criança, esperando alguém lhe dar a mão pra sair, andar por aí. Mas que já cresceu o suficiente pra olhar pra frente, e escolher o caminho à trilhar, mas sem saber aonde isso vai levar.
Afinal, assim é a vida. Mas na cidade, no subúrbio, os prédios escondem o caminho. As pessoas, ao invés de abrirem as portas, apagam as luzes e fecham as janelas. Ao invés de oferecerem um gole de café em troca de uma prosa, dão com as unhas nos dentes, emburrecem e nos mandam embora. Então te perguntas, por que é que estás aqui então? Tentando se acoplar à um mundo em que a grande maioria das coisas não tem sentido, que se limita em 5 sentidos e traduz amor em equação, por mais que eu ainda não o ache perfeito nem na mais bela canção.
Mas, que é que é o amor mesmo? Queria saber responder. Mas parece que dentro de mim, dentro desse vazio, tem uma ferida. Que não sangra mais, mas que fez com que tudo aquilo que tivesse lá dentro fosse embora. Tomasse um rumo diferente do meu, deixasse de fazer parte de mim. E heis que me ficou a dúvida: aprender a viver sem estas partes, ou ir atrás delas? Pois bem… a questão é que não da pra se acostumar à não ser o que você é, em cada dia, em cada palavra. E aí, esse sou eu… trilhando um caminho de sonhos em realidade, no qual aguardo o dia em que eu possa enfim, me encontrar.
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É complicado, difícil de explicar. Me sinto em meio à um mundo de corações vazios, dos quais o mais vazio, é o meu. É uma falta que machuca, que faz as atitudes, a vida, não ter muito sentido. É como se “a vida não passasse de um roteiro sem ‘você’ pra dirigir”, mas que mesmo assim, segue desgovernada pela estrada do tempo. Sem rumo, sem destino… estagnada. Esperando, um dia, quiçá, poder chegar em algum lugar que não seja este.

E nesse emaranhado de pausas, vem uma voz lá no fundo que nos diz o que é amar, mas o amor já não se encontra por aqui. Parece ter se perdido, lá no fundo, num passado que insisti em não se tornar presente, e aí eu me pergunto: será que há de um dia voltar? Eu já não sei mais. Assim como já não sei tantas coisas, que, talvez até um dia tenha escrito, mas que não pairam mais no meu peito.

Pois é aí que a gente estabelece meia dúzia de metas e faz parecer que sabe o que quer da vida, como assim esperam de nós. Mas, na verdade, ainda é só uma criança, esperando alguém lhe dar a mão pra sair, andar por aí. Mas que já cresceu o suficiente pra olhar pra frente, e escolher o caminho à trilhar, mas sem saber aonde isso vai levar.

Afinal, assim é a vida. Mas na cidade, no subúrbio, os prédios escondem o caminho. As pessoas, ao invés de abrirem as portas, apagam as luzes e fecham as janelas. Ao invés de oferecerem um gole de café em troca de uma prosa, dão com as unhas nos dentes, emburrecem e nos mandam embora. Então te perguntas, por que é que estás aqui então? Tentando se acoplar à um mundo em que a grande maioria das coisas não tem sentido, que se limita em 5 sentidos e traduz amor em equação, por mais que eu ainda não o ache perfeito nem na mais bela canção.

Mas, que é que é o amor mesmo? Queria saber responder. Mas parece que dentro de mim, dentro desse vazio, tem uma ferida. Que não sangra mais, mas que fez com que tudo aquilo que tivesse lá dentro fosse embora. Tomasse um rumo diferente do meu, deixasse de fazer parte de mim. E heis que me ficou a dúvida: aprender a viver sem estas partes, ou ir atrás delas? Pois bem… a questão é que não da pra se acostumar à não ser o que você é, em cada dia, em cada palavra. E aí, esse sou eu… trilhando um caminho de sonhos em realidade, no qual aguardo o dia em que eu possa enfim, me encontrar.

  • 4 months ago
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Vira e mexe eu me pego me perguntando: pra onde será que eu vou? Pra que é que eu vim? Perguntas de um ser humano qualquer, mas que ressoam dentro de mim infinitamente, como uma voz que não se quer calar. Talvez seja apenas mais um fruto desse tempo, das mudanças e de tudo mais -por mais que esse ‘tudo mais’ possa ser muita coisa.
Imagine só, tu mesmo, atrás de uma mesa, diante de uma bela máquina, sentado, passando horas do teu dia transformando tua criatividade num produto vendível que à outros vai acabar por beneficiar. É certo que, talvez, possas ter oportunidades de fazer do dia do mundo, mais belo. Mas será mesmo que é isso que quero pra mim? E é nessas horas que aquela voz, aqui, dentro do peito, ressoa um belo “não”.
Não que negue que possa ser útil tal fato, tal habilidade, mas… meu peito me diz que não é o bastante, enquanto que meu coração pede mais. Apesar de que, minha mente, algumas horas, insista em dizer “segue pelo caminho certo, mais fácil, mais rápido, arrisca menos e faz o que esperam de ti”.
Mas não é bem assim. Ninguém veio ao mundo pra fazer aquilo que esperam dela, mas pra surpreender. Toda pessoa nesse mundo pode surpreender, pode querer e brigar por mais. Mais de si mesmo, mais alegria, mais felicidade, mais sonho, mais amor. Então por que é que, justo eu, me contentaria ao esperado? Não.
Um dia prometi seguir sempre meu coração, ainda que caísse. Afinal, só que quem cai é que sabe o gosto de poder se levantar. E se eu me perder, que eu me encontre. E se eu errar, que eu aprenda com meus erros. Mas que acima de tudo, eu viva, pra que no final, possa ao menos dizer que valeu à pena, por mais clichê que isso possa soar.
Então, se é pra surpreender, que eu surpreenda da melhor maneira possível, que leve o bem aos corações, que eu possa mudar ao menos a vida de uma pessoa com meu trabalho. Mesmo que pra isso tenha que passar o perrengue que vier, mesmo que pra isso tenha que enfrentar a dificuldade que for, a vida só vale a pena quando a gente segue os nossos sonhos e o nosso coração.
E que assim seja.
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Vira e mexe eu me pego me perguntando: pra onde será que eu vou? Pra que é que eu vim? Perguntas de um ser humano qualquer, mas que ressoam dentro de mim infinitamente, como uma voz que não se quer calar. Talvez seja apenas mais um fruto desse tempo, das mudanças e de tudo mais -por mais que esse ‘tudo mais’ possa ser muita coisa.

Imagine só, tu mesmo, atrás de uma mesa, diante de uma bela máquina, sentado, passando horas do teu dia transformando tua criatividade num produto vendível que à outros vai acabar por beneficiar. É certo que, talvez, possas ter oportunidades de fazer do dia do mundo, mais belo. Mas será mesmo que é isso que quero pra mim? E é nessas horas que aquela voz, aqui, dentro do peito, ressoa um belo “não”.

Não que negue que possa ser útil tal fato, tal habilidade, mas… meu peito me diz que não é o bastante, enquanto que meu coração pede mais. Apesar de que, minha mente, algumas horas, insista em dizer “segue pelo caminho certo, mais fácil, mais rápido, arrisca menos e faz o que esperam de ti”.

Mas não é bem assim. Ninguém veio ao mundo pra fazer aquilo que esperam dela, mas pra surpreender. Toda pessoa nesse mundo pode surpreender, pode querer e brigar por mais. Mais de si mesmo, mais alegria, mais felicidade, mais sonho, mais amor. Então por que é que, justo eu, me contentaria ao esperado? Não.

Um dia prometi seguir sempre meu coração, ainda que caísse. Afinal, só que quem cai é que sabe o gosto de poder se levantar. E se eu me perder, que eu me encontre. E se eu errar, que eu aprenda com meus erros. Mas que acima de tudo, eu viva, pra que no final, possa ao menos dizer que valeu à pena, por mais clichê que isso possa soar.

Então, se é pra surpreender, que eu surpreenda da melhor maneira possível, que leve o bem aos corações, que eu possa mudar ao menos a vida de uma pessoa com meu trabalho. Mesmo que pra isso tenha que passar o perrengue que vier, mesmo que pra isso tenha que enfrentar a dificuldade que for, a vida só vale a pena quando a gente segue os nossos sonhos e o nosso coração.

E que assim seja.

  • 5 months ago
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Esse é um dia, depois de outros tantos, que me acho meio reflexivo. Sei lá. De repente, no meio de tanta mudança eu meio que me encontro em um estado de espírito como se pairasse no ar, numa atmosfera rarefeita, sem cair ou sem mesmo ouvir qualquer outra coisa a não ser o som do silêncio. Silêncio, que muitas vezes grita muito mais alto do que a voz de qualquer homem deste mundo.
Porém, sem mais delongas, o tempo passou, o ano esta, por fim, se esvaindo. E o que ficou? O que guardareis deste ano além de todo cansaço e todo o tempo gasto e dedicado à um objetivo incerto? Hoje percebo que parece que aprendi à lutar, mas que preciso aprender à lidar com isso junto de minha vida, meu coração.
Talvez seja esse meu grande desafio pra esse ano que agora esta prestes à começar. Aprender a lidar com aquilo que me neguei durante todo um ano. Mais do que isso, aprender à deixar-me amar e ser amado. Deixar que as coisas fluam por dentro de mim, com o medo suficiente pra viver, mas não o bastante pra me impedir de respirar.
Mas seja como for, que seja belo. E mais uma vez estou aqui, aguardando um ano novo que há de vir, repetindo a mesma frase que um dia me disseram: Ano novo. Por que não, vida nova?
Só espero ter ao meu lado alguém que possa só, estar do meu lado.
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Esse é um dia, depois de outros tantos, que me acho meio reflexivo. Sei lá. De repente, no meio de tanta mudança eu meio que me encontro em um estado de espírito como se pairasse no ar, numa atmosfera rarefeita, sem cair ou sem mesmo ouvir qualquer outra coisa a não ser o som do silêncio. Silêncio, que muitas vezes grita muito mais alto do que a voz de qualquer homem deste mundo.

Porém, sem mais delongas, o tempo passou, o ano esta, por fim, se esvaindo. E o que ficou? O que guardareis deste ano além de todo cansaço e todo o tempo gasto e dedicado à um objetivo incerto? Hoje percebo que parece que aprendi à lutar, mas que preciso aprender à lidar com isso junto de minha vida, meu coração.

Talvez seja esse meu grande desafio pra esse ano que agora esta prestes à começar. Aprender a lidar com aquilo que me neguei durante todo um ano. Mais do que isso, aprender à deixar-me amar e ser amado. Deixar que as coisas fluam por dentro de mim, com o medo suficiente pra viver, mas não o bastante pra me impedir de respirar.

Mas seja como for, que seja belo. E mais uma vez estou aqui, aguardando um ano novo que há de vir, repetindo a mesma frase que um dia me disseram: Ano novo. Por que não, vida nova?

Só espero ter ao meu lado alguém que possa só, estar do meu lado.

  • 5 months ago
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Cordeiro.

É mais uma noite em meio à tempestade, e aqui estou eu. Aqui escrevo para aqueles que muitos chamam de ninguém, mas que são, de fato, todos que desejam me ouvir. É confusa a maneira como ideias tem propagado-se em minha mente. Hora estou feliz, hora triste, hora calmo, hora raivoso, socando as paredes da minha própria mente. É uma sensação constante de não caber dentro de mim mesmo. Como se estivesse prestes a explodir. Mas não sei.

Não sei se minhas ideias expressam-se claramente por dentro aquilo que falo. Mas quando isso eu ouço, sinto como se essa fosse minha própria vida, transcrita em versos e melodia. Mas, serei eu capaz disso? Não sei. 

Não sei se o amanhã me reserva algo grandioso ou pequeno demais pra mim. Não sei. Quisera eu, e tantos outros, saber o que o futuro nos guarda. Mas, se assim não fosse, seria a vida tão indagável e instigante como és? Creio que não.

Mas de uma maneira ou outra, sigo sonhando. Sonho sem saber se mais valem as forças ou mais valem os fatos. Sem saber se posso. Não sei. E mais outras tantas vezes, não sei.

Só espero um dia ser metade do que gostaria de ser, que é pra ao menos isso, nunca ter um final. E aguardo o dia em que eu possa, enfim, dizer que aqui deixo em versos cada passo de minha vida, que haverá de ser eterno mesmo após de minha morte.

  • 6 months ago
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valorizacao-rock:

De baixo para cima.

SEM MAIS.

(via iloovefresno)

Source: valorizacao-rock

  • 7 months ago > valorizacao-rock
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(via wordsofglass)

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"What if I say I'm not like the others
What if I say I'm not just another one of your plays
You're the pretender
What if I say that I'll never surrender"

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